sexta-feira, 3 de julho de 2009

Conversas aleatórias

Andando pela rua, pensando alto.

“Odeio essa cidade!”, eu digo.

Um inglês passa e retruca “Oh, você vai acabar gostando! Por que tanta irritação?”

Respondo, “Não consigo chamar um táxi nessa cidade! Nenhum para!”

Num sotaque altamente britânico, ele finaliza

“Bastards!”


Adoro essa gente.

Directions



Pra direita, cabeção!

Brüno - Bus Advertising



Borat was so 2006.

Alimentação saudável



Vegetais desidratados, barra de cereal e suquinho com vitaminas. (O hambúrguer de ontem não quis posar para a foto.)

No pub





Eles tomam cerveja quente. Mesmo.

Day 3 - surpresas!

Quinta-feira. Acordei com batidas na porta. Olhei o relógio, assustada. 9h30. “Shit! Essa droga não despertou!”. Eram os seguranças, estava testando o alarme anti-incêndio dos quartos. Levanto num pulo. Três homens enormes na minha porta. E eu de cara amassada, camisola e cabelo desarrumado.

O dia já tinha começado bem [not].

A minha aula, essa semana, ainda é pela tarde, para a minha sorte. Me arrumei e saí pra rua. Dada a minha criatividade para escolher restaurantes, fui ao Mcdonalds (se bem que depois de ter um livro publicado sobre o assunto, terei eternamente uma ótima desculpa para comer no McDonald’s. It’s just research!). And... what a hell of an experience! Não sei se são todos assim, mas o que eu entrei era todo branco, limpo, organizado - muito diferente dos Mcdonalds dos EUA. O quarter pouder tinha o mesmo gosto do brasileiro – muito diferente dos...enfim...whatever. Gostei.

Peguei o tube bem tranqüila, numa intimidade que até me surpreendeu. Simples, saio de King’s Cross Station e pego a Picadilly Line até Covent Garden, tudo na zona 1. À tarde, fiz compras com a coreana Sin Mi na famosa Oxford Street. Descobri que o cartão que se usa para o tube é o mesmo que se usa para os ônibus. Ou seja, mais prático impossível.

Ainda em Covent Garden, depois da aula, teve o International Cocktails Night, um evento organizado para os alunos da escola. Foi muito divertido, conheci umas italianas gente boníssima, saímos dali conversando e de lá fomos a um pub.

E muito bacana essa cultura dos pubs por aqui. Eles estão espalhados por toda a cidade, e é tradicional ir a um deles sempre depois do expediente, no final do dia. E, agora no verão, com o sol se retirando apenas lá pelas 22h, é um convite a mais para ficar bebendo e se divertindo na rua.

Tomamos conta de uma mesa grande. Várias nacionalidades presentes. Muitas risadas e descobertas. Teve de coreana dando show de dança sensual até aulas de samba e pagode – ministradas por mim e Eduardo, um menino brasileiro, também gaúcho. Salsa e dança italiana também apareceram por lá.

Bebi, me diverti e perdi a hora. O tube só funciona até 00h30. Depois disso, só ônibus, que eu ainda não tinha pego sozinha. Medinho. Mas no final das contas, deu tudo certo, o brasileiro e dois italianos super queridos, Simona e Frederico, me levaram até o ponto, depois de uns 30 minutos discutindo qual seria o ônibus e a parada certa chegamos a um consenso. Ok, not. Mas enfim, o importante é que eu cheguei viva em casa.

Chegando no hotel, exausta, encontrei um americano no elevador, Jacob. Ficamos um bom tempo conversando. Saí dali com um novo amigo e dicas maravilhosas sobre a cidade.

Just for the record: melhor compra até agora: uma bolsa atravessada. Meus ombros agradecem.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Day 2

Hoje o dia rendeu. Peguei o tube pela primeira vez. Eu tava cheia de receio, admito. Quem me conhece sabe que localização geográfica não é meu forte. Era o primeiro dia na escola, eu não sabia como chegar lá e não podia chegar atrasada.

Ainda no quarto, a insegurança dentro de mim gritou “dane-se, vou de taxi”. E quem disse que algum taxi parava na rua? Não teve jeito. Tive que me virar e aprender na marra. E foi uma das melhores coisas que fiz até agora.

Foi super tranqüilo, aprendi direitinho, quando comecei a ficar com medo já estava lá. Ah, como eu gosto de caminhar e poder explorar a cidade! É uma sensação única. Lamento não tirar fotos disso, mas não consigo. Preciso ver tudo com meus próprios olhos, e não através das lentes.

No curso, foi aquela mesma coisa de sempre. Os professores sacam que eu já falo inglês, e pior de tudo, adoro praticar. Então eu sou aquela chata que fica respondendo todas as perguntas e não dando espaço pro resto dos colegas. Acho que isso tira um pouco a paciência do professor, porque eles não tem muito o que me ensinar. Final do dia, o professor recomendou que eu fosse para as aulas de preparação para testes (IELTS, TOEFEL, etc), que é o que há de mais difícil, porque era “pointless” pra mim estar ali. Sacanagem! Anyway... conheci dois rapazes brasileiros no curso hoje. Dois gaúchos. Um de Uruguaiana e um de Porto Alegre mesmo. Engraçado que eu reconheço brasileiros pelo sotaque (usually very bad). Não fazia parte do meu plano fazer amizade com brasileiros, porque assim se pratica muito menos, mas já que os ingleses não me dão espaço... let’s get to know new people, then!

Encontrei hoje a minha coach para treinar meu british accent. Madge, minha professora, sacou minha gana de aprender isso, e ela veio com tudo. Me deu várias dicas, melhorei muito. Adorei.

Final do dia, encontrei uma coreana simpática, que pegou na minha mão e me carregou rua afora. Fomos às compras, tomar drinks em um pub e depois fomos para um lugar que ela dizia adorar: um restaurante brasileiro chamado “Salsa”. Slogan do restaurante “Enjoy a real brazilian food!”. Bandeira brasileira na entrada, foto de uma morena seminua com adereços de carnaval. A comida lá dentro? Tapas, nachos, burritos... tudo muito brasileiro, claro. Música brasileira tocando também. Salsa. Extremamente coerente. Mas o engraçado é que tinha espaço pra dançar, logo MUITOS turistas lá querendo ver morenas brasileiras requebrando ao som de samba e salsa e tentando dançar igual. Tava rolando uma aula de dança lá, na verdade (me segurei pra não levantar e mostrar para esses gringos como se faz!). O ambiente era legal, bem animado, com garçons brasileiros. Mas eu nunca conto que sou brasileira, it’s my little secret (eles não percebem e eu me divirto).

Tomei meu primeiro Starbucks hoje (saudade disso...), descobri uma livraria sensacional, perdi o medo de andar de tube. E to afiada no sotaque britânico.

I’m happy and exausted.